Terra terá calor extremo no futuro que poderá devastar humanidade, diz estudo

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As alterações climáticas provocadas pela ação humana já tem causado inúmeros prejuízos a diversos setores da sociedade.

No entanto, de acordo com um estudo liderado por Alexander Farnsworth, cientista da Universidade de Bristol, um calor extremo poderá varrer a humanidade e os mamíferos da face da Terra, no futuro.

Segundo os estudiosos, o nosso planeta passará por uma nova extinção em massa daqui a cerca de 250 milhões de anos causada principalmente por um calor extremo, com temperatura média variando de 40º a 50º.

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O estudo foi publicado na revista Nature Geoscience e afirma também que um grande continente ou supercontinente surgirá, batizado como Pangeia Última.

Neste momento, o clima será muito hostil para a vida na Terra e os estudiosos estimam que talvez somente cerca de 8% do planeta Terra poderá abrigar nós humanos e outros mamíferos.

Terra terá calor extremo no futuro que poderá devastar humanidade, diz estudo

À esquerda, distribuição dos continentes da Terra atual e, à direita, projeção da Pangeia Última daquia a 250 milhões de anos. (Foto: Universidade de Bristol)

Os pesquisadores disseram que a Terra terá um clima muito hostil com pouca disponibilidade de alimento e água.

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Além disso, daqui a 250 milhões de anos, existe a estimativa de que nossa estrela, o Sol, será mais quente porque emitirá mais radiação, cerca de 2,5% mais radiação do que nos dias de hoje.

Ainda, o supercontinente possivelmente estará localizado na região tropical do planeta.

Com a Pangeia Última posicionada nos trópicos, com o Sol mais quente, ainda teremos uma liberação maior de COdevido a grande atividade vulcânica.

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Todas essas previsões ou estimativas foram feitas graças a supercomputadores que realizaram uma simulação da Pangeia Última, levando em conta diversos fatores ambientais, como:

  • Vento;
  • Chuva;
  • Umidade;
  • Temperatura.

Além disso, os cientistas também consideraram na simulação, o tectonismo, atividade química e biológica dos oceanos.

Dessa maneira, os estudiosos chegaram à conclusão de que provavelmente daqui a 250 milhões de anos, o clima será bastante hostil.

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Com isso, teremos um clima seco e quente, com temperaturas acima de 50º e emissão de CO2 maiores do que 600 ppm (partes por milhão), sendo que hoje em dia, a emissão desse gás está por volta de 400 ppm.

A crise climática pode antecipar essa realidade

Temperatura média (em graus Celsius) para o mês mais quente da Terra na Pangeia Última daquia a 250 milhões de anos (Foto: Universidade de Bristol)

A crise climática atual provocada pela emissão humana de gases do efeito estufa pode nos aproximar desse cenário catastrófico antes do previsto.

Dessa maneira, os cientistas alertam que é fundamental que os humanos parem de queimar combustíveis fósseis.

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Reflexão sobre habitabilidade de um planeta

A simulação das condições climáticas da Pangeia Última, nos leva a pensar que não basta somente um planeta estar na zona habitável de sua estrela para suportar a vida.

Na verdade, o estudo mostra, que a dispersão dos continentes é um fenômeno importante que exerce influência sobre fatores, como: clima, vento, umidade, regime de chuva e emissão de dióxido de carbono.

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com