Órgãos em chips revolucionam testes de medicamentos e dispensa o uso de animais

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Os órgãos em chips surgem como novas ferramentas na pesquisa científica e podem ajudar na produção de medicamentos sem a necessidade do uso de animais.

Vale destacar, que com esta técnica, o processo de fabricação de remédios será mais seguro e eficaz, além de mais rápido.

Então, neste artigo do Biologia Digital, você vai ficar por dentro desta nova abordagem, conhecida como os órgãos em chips (OOC) e quais as perspectivas futuras.

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Foto: Reprodução/ Canva Pro

O Papel dos Órgãos em Chips na Pesquisa Farmacêutica

De maneira tradicional, o desenvolvimento de medicamentos envolve principalmente duas etapas: in vitro e in vivo.

Sendo a primeira relativa a testes com células animais ou humanas cultivadas em placas em laboratório.

Já segunda etapa (in vitro) envolve experimentos em animais, como:

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  • Camundongos;
  • Ratos;
  • Coelhos.

No entanto, os resultados obtidos em animais nem sempre são transferíveis para humanos, levantando preocupações sobre a eficácia e segurança dos medicamentos.

Dessa maneira, os órgãos em chips (do inglês organ on a chip, OOC), contendo células vivas de órgãos e vasos sanguíneos humanos, oferecem uma solução promissora.

Portanto, os órgãos em chips são dispositivos em miniatura que replicam as funções dos órgãos humanos, permitindo uma compreensão mais precisa de como os medicamentos interagem com o corpo humano.

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Benefícios dos Órgãos em Chips

Cabe ressaltar, que os OOCs proporcionam resultados mais fiéis às respostas humanas, reduzindo a necessidade de testes em animais e aumentando a segurança dos medicamentos.

Além disso, eles permitem uma compreensão mais profunda das doenças e de como os medicamentos podem afetar os pacientes individualmente, possibilitando tratamentos mais personalizados.

Desse jeito, a utilização de OOCs pode acelerar o processo de desenvolvimento de medicamentos, levando a uma chegada mais rápida dos tratamentos ao mercado, com redução de custos.

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Embora os órgãos em chips representem um avanço significativo na pesquisa farmacêutica, a transição completa dos testes em animais para essa tecnologia deve ocorrer gradualmente. 

No entanto, alguns medicamentos ainda podem exigir testes em animais em fases específicas do desenvolvimento.

O primeiro órgão em chip

A Wyss Institute da Universidade de Harvard está na vanguarda dessa revolução, desenvolvendo uma variedade de modelos microfisiológicos de órgãos humanos vivos.

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Além disso, a Emulate, Inc., uma empresa derivada do Instituto, está comercializando essa tecnologia, conduzindo pesquisas sobre uma ampla gama de doenças e tratamentos.

Vale destacar, que a jornada dos órgãos em chips começou há pouco mais de duas décadas, quando Suichi Takayama e Dan Huh criaram o primeiro OOC, focado no pulmão.

Desse jeito, esse marco inicial pavimentou o caminho para uma nova era na pesquisa médica e farmacêutica.

Conclusão

À medida que os órgãos em chips continuam a evoluir, eles têm o potencial de revolucionar a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos, proporcionando resultados mais:

  • Precisos;
  • Éticos;
  • Eficientes.

Logo, essa tecnologia promissora oferece esperança para o avanço da medicina e o bem-estar humano.

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com

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