O núcleo da Terra freou aponta estudo: veja os impactos dessa alteração

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Foto: Reprodução

Pesquisadores chineses descobriram que o núcleo da Terra freou recentemente e isso pode gerar alguns impactos em nosso planeta.

Os cientistas Yi Yang e Xiaodong Song, da Universidade de Pequim, publicaram a descoberta na revista científica “Nature Geoscience”.

Que é um braço da Nature para assuntos relacionados às áreas da:

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  • Geologia;
  • Geociências;
  • Geofísica.

Assim, mesmo estudando o fenômeno desde meados da década de 90, o achado surpreendeu os cientistas que alertam para possíveis impactos ambientais.

Camadas do Núcleo da Terra

De modo simplificado, o nosso planeta é composto por importantes camadas, como:

  • Crosta terrestre;
  • Manto;
  • Núcleo externo;
  • Núcleo interno.

Vale lembrar que a dinâmica de movimentação do Núcleo externo e interno é importante na manutenção do campo magnético terrestre.

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Além disso, é importante ressaltar que o Núcleo externo é constituído basicamente por ferro líquido, enquanto o núcleo interno, por ferro sólido.

Como se estuda o interior do nosso planeta?

Analisar e estudar o núcleo da terra é uma tarefa mais difícil do que estudar o universo.

Isso porque, obviamente, o interior do nosso planeta não é fácil de acessar.

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Só para você ter uma ideia, de acordo com o geólogo Sérgio Sacani (Space Today), os maiores poços feitos pela humanidade, tem cerca de 11 a 13 km de profundidade.

Assim, geólogos como Yang e Song conseguem saber o que está acontecendo no interior do nosso planeta através das ondas sísmicas dos terremotos.

Principalmente terremotos que acontecem do lado oposto do ponto onde estão realizando os estudos.

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Por que do lado oposto? Porque as ondas sísmicas registradas pelas estações sismológicas ou observatórios sismológicos precisam atravessar as camadas mais internas, como o núcleo interno e externo para a realização de uma análise detalhada, como se fosse um exame de tomografia do planeta.

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Dessa forma, os chineses Yang e Song detectaram mudanças nas ondas recebidas, ondas estas que atravessaram o núcleo da Terra.

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E as análises dos dados obtidos mostraram alterações na dinâmica do núcleo interno e do núcleo externo.

O Núcleo da Terra freou, mas e aí? Quais serão os impactos disso?

De acordo com as análises desses cientistas da Universidade de Pequim, as ondas sísmicas apresentaram mudanças nas últimas décadas.

Sendo assim, ondas que passam por um núcleo parado são diferentes de ondas que atravessam um núcleo que está girando.

Com isso, através dos dados de terremotos, Yang e Song perceberam que o Núcleo Interno do nosso planeta simplesmente parou por volta do ano de 2009.

Além do mais, através da análise de estudos do início do século XX, os cientistas perceberam que talvez esse fenômeno seja cíclico.

Ou seja, de tempos em tempos (poucas décadas), o núcleo interno:

  • Gira no mesmo sentido do planeta;
  • Para de girar;
  • E gira em direção oposta.

Os pesquisadores ainda acreditam que a possível paralisação do núcleo interno, que ocorreu provavelmente em 2009…

Pode estar por trás da redução da duração do dia, ou seja, uma alteração na rotação da Terra.

Sendo assim, a mudança na rotação do nosso planeta provocada pela desaceleração do Núcleo interno pode provocar também por consequência, uma alteração no campo gravitacional.

O que resultaria nos possíveis impactos ambientais:

  • Alteração do nível do mar;
  • Deformações na superfície terrestre;
  • Alteração da temperatura do planeta.

Conclusão:

Yang e Song descobriram que o núcleo da Terra freou por volta de 2009.

O estudo dos cientistas foi publicado na “Nature Geoscience”.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão a partir das análises das ondas sísmicas de terremotos que atravessam as camadas mais internas do planeta.

Dessa forma, é possível saber o que está acontecendo no interior da Terra.

Além disso, de acordo com a análise de dados de ondas sísmicas do início do século XX…

Parece que de tempos em tempos, o núcleo interno para de girar e depois gira em direção oposta à rotação da Terra.

O que você achou dessa descoberta? Deixe seu comentário!

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com