Sonda da missão BepiColombo registra fotos inéditas de Mercúrio 

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Foto: ESA/JAXA

No dia 19 de junho, a sonda da missão BepiColombo revelou imagens novas do planeta Mercúrio.

A missão é fruto de uma colaboração entre a agência espacial europeia, a ESA, e a agência japonesa de exploração aeroespacial, a JAXA.

Dessa forma, a espaçonave fez um voo rasante sobre Mercúrio, o seu terceiro desde o início da missão.

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Vale destacar que a missão BepiColombo, lançada em 6 de abril de 2020, visa estudar a formação e evolução do planeta mais próximo do Sol.

Além disso, esses voos mais próximos da superfície de Mercúrio, acontecem de propósito para ajudar a sonda a entrar na órbita do Planeta.

Isso porque, a BepiColombo aproveita a gravidade deste mundo rochoso para ajustar sua trajetória.

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Assim, nessa última aproximação, a sonda chegou a 236 km de Mercúrio, registrando várias imagens inéditas da superfície do planeta.

Detalhes de crateras, evidências de atividade vulcânica e tectonismo

Foto: ESA/JAXA

Durante o rasante, à medida que se aproximava, a sonda registrou várias imagens de Mercúrio.

Nas fotos é possível observar formações geológicas, como escarpas, além de crateras que revelam um passado de bastante atividade vulcânica do planeta.

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Por exemplo, a cratera que despertou o interesse dos cientistas e que ainda não tinha nome, é a “cratera Manley”, que assim foi chamada em homenagem à Edna Manley, uma artista jamaicana do século passado.

Esta cratera tem cerca de 218 km de largura e chamou a atenção dos astrônomos porque possui um material escuro de origem vulcânica, de pouca reflectância em seu interior.

E de acordo com os cientistas, esse material escuro provavelmente é remanescente da crosta primitiva do planeta, e pode conter muito carbono.

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Dessa forma, a “cratera Manley” deve ser alvo de estudo para que os pesquisadores possam entender melhor a história geológica de Mercúrio.

Outra característica do planeta que se destacou nas imagens da sonda, foi a escarpa Beagle Rupes, uma das muitas existentes na superfície deste mundo rochoso.

Esta escarpa chama atenção por possuir 600 km de extensão e por atravessar a cratera Sveinsdóttir.

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Além de ter uma escarpa passando pelo seu interior, essa cratera é interessante por que é alongada.

E segundo os estudiosos, ela é desse jeito porque Mercúrio, no passado, esfriou e consequentemente se contraiu, provocando uma deformação nessa estrutura.

A missão BepiColombo deve orbitar Mercúrio até 2025

Vale destacar que essas imagens foram feitas por 2 câmeras de monitoramento, que ficam na lateral da espaçonave.

Isso quer dizer que são razoáveis, mas ainda não são os instrumentos principais da missão.

Dessa forma, as câmeras de alta resolução estão “guardadas” e protegidas para serem usadas somente quando a sonda conseguir orbitar de fato o planeta, que deve acontecer até o final de 2025.

Isso porque, na verdade, a sonda BepiColombo é formada por duas espaçonaves:

  • A Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO), construída pelo Japão;
  • E a Mercury Planetary Orbiter, nave europeia.

Desse jeito, quando a sonda conseguir orbitar Mercúrio, ela vai se dividir nesses dois módulos mencionados.

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com