Marte pode ser mais ativo do que se pensava, diz estudo

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Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acreditam que Marte pode ser mais ativo do que se pensava.

Isso porque os cientistas detectaram um registro de 40 eventos de vulcanismo na história recente do planeta vermelho.

Além disso, os estudiosos também notaram uma forte evidência da liberação de vapor de água através de fendas na planície Elysium Planitia.

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Dessa maneira, além de geologicamente mais ativo do que se acreditava, o planeta pode abrigar vida microbiana em fontes hidrotermais, aponta o estudo.

Inclusive, é importante dizer que os resultados desse trabalho  foram publicados no periódico científico Journal of Geophysical Research: Planets.

Marte pode ser mais ativo do que se pensava

Com isso, um grupo de pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, registrou cerca de 40 atividades vulcânicas numa história geologicamente recente do planeta vermelho.

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Cabe ressaltar, que algumas dessas atividades vulcânicas ocorreram, inclusive, há apenas 1 milhão de anos, o que é bastante recente do ponto de vista geológico.

E para chegar a essas descobertas, os cientistas combinaram dados de diversas sondas e outros instrumentos para construir  uma imagem da topografia em 3D de Elysium Planitia.

E essa reconstrução foi realizada com o objetivo de entender como ocorreu o fluxo de lava através dessa planície ao longo dos anos.

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Para isso, a equipe de cientistas utilizou principalmente os seguintes instrumentos e sondas:

  • Sonda da NASA sonda Reconnaissance Orbiter;
  • A câmera de alta resolução HiRISE da Universidade do Arizona;
  • Mars Orbiter Laser Altimeter (para a construção de imagens topográficas);
  • E o Shallow radar (SHARAD).

Vale destacar, que de acordo com a autora da pesquisa, Joana Voigt, a última atividade vulcânica que ocorreu em Marte foi no Athabasca Valles.

Além disso, existem fortes indícios de que o planeta Marte ainda está geologicamente ativo até hoje.

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Isso porque entre os anos de 2018 e 2022, várias atividades sísmicas foram registradas pela sonda Insight, da NASA.

Vida microscópica em fontes hidrotermais

Foto: ESA

Ainda mais, um outro ponto a ser considerado é a possibilidade da existência de vida microscópica em fontes hidrotermais sob a superfície Marciana.

Isso porque existem fortes evidências da liberação de plumas de vapor de água através das fendas existentes em Elysium Planitia.

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Esse evento fornece pistas sobre a possível existência de organismos microscópicos que possam estar vivendo ao redor de fontes hidrotermais no interior dessas fendas.

Isso porque além dos tremores recentes nessa planície, a ocorrência dessas plumas reforçam a hipótese de que esta região é geologicamente ativa.

Além disso, compreender como ocorreu esse fluxo de água nessa região na história recente ou se existe água hoje em dia é uma questão muito importante que pode contribuir para futuras missões tripuladas ao planeta vermelho.Leia também esse outro post do Biologia Digital: NASA descobre 17 exoplanetas que podem conter vida em seus oceanos congelados e subterrâneos.

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com