Enchentes no Rio Grande do Sul: razões climáticas e geográficas da tragédia

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Desde o final de abril, o Brasil tem acompanhado a tragédia das cheias no Sul do País, e por isso, neste post, vamos falar um pouco sobre as causas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Cabe ressaltar, que para adiantar, esse problema apresenta vários fatores, como:

  • Causas climáticas;
  • Causas geográficas;
  • Falta de planejamento do poder público.

Além disso, todo o problema tem sido potencializado pela crise climática e pelo El Niño.

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Desse jeito, neste artigo do Biologia Digital, você vai conhecer detalhadamente as causas principais desse desastre, novos alertas e paralelos com a enchente histórica de 1941.

Foto: Reprodução

Panorama geral da tragédia

A enchente no Rio Grande do Sul de 2024 já superou a enchente histórica de 1941, tanto em intensidade, níveis dos rios e pessoas afetadas.

Dessa maneira, já são mais de 2 milhões de pessoas afetadas, mais de 79 mil desabrigados e mais de 538 mil pessoas amparadas por parentes e amigos.

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Portanto, de maneira resumida, para você ter uma noção do panorama geral até o momento (13/05), veja os números da tragédia no Rio Grande do Sul:

  • 147 óbitos;
  • 127 desaparecidos;
  • 76 mil pessoas resgatadas;
  • 10 mil animais resgatados;
  • 806 feridos;
  • 2 milhões de pessoas afetadas;
  • 79 mil desabrigados;
  • 538 mil desalojados;
  • 447 municípios afetados.

Enchente de 1941 em Porto Alegre 

Como dito antes, a enchente atual já superou a enchente de 1941 em Porto Alegre, em termos de níveis dos rios, intensidade e pessoas desabrigadas.

Isso porque na enchente de 1941, cerca de 70 mil pessoas ficaram desabrigadas contra mais de 79 mil, na tragédia de 2024.

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Além do mais, o nível do Lago Guaíba atingiu 4,76 metros em 1941 contra 5,33 metros da enchente deste ano.

As enchentes no Rio Grande do Sul podem ser explicadas por razões climáticas e geográficas

Foto: Reprodução

Vale destacar, que a tragédia que afeta o estado do Rio Grande do Sul tem 3 causas principais e tem sido potencializada, é claro, pelas mudanças climáticas e pelo fenômeno do El Niño.

Razões climáticas

O El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico e envia massa de ar úmido para o Rio Grande do Sul.

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Porém, o calor extremo nas regiões Centro Oeste e Sudeste do Brasil, provoca um bloqueio atmosférico, não permitindo a dispersão dessa umidade.

Isso faz com que as tempestades fiquem por mais tempo na região sul do país, além de serem mais intensas.

Cabe ressaltar, que a crise ambiental provocada pelo aquecimento global, tem tornado mais frequentes e intensos os fenômenos climáticos, como o El Niño.

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Além disso, os rios voadores vindo da floresta amazônica trazem mais água na forma de vapor que se precipitam sobre o Rio Grande do Sul.

Razões geográficas

Além das razões climáticas, o problema das enchentes piora por conta do complexo sistema hidrográfico da região.

Isso porque toda água das chuvas acabam seguindo para o Lago Guaíba, que desemboca na Lagoa dos Patos, que tem saída para o mar, na cidade de Rio Grande. 

Porém, existe uma região de estreitamento entre o Lago e a Lagoa, que dificulta o escoamento da água.

Além disso, nessa grande bacia hidrográfica existem outras águas que desembocam também na Lagoa dos Patos, como é o caso das águas do Rio Camaquã.

Parcela de culpa do poder público

Nesse tipo de catástrofe, também existe uma boa parcela de culpa do poder público, tudo poque falta uma ação integrada entre governo federal, estado e municípios.

Além disso, está cada vez mais difícil monitorar e emitir alertas para desastres ambientais como esse, por serem mais intensos e repentinos, e também por estarem potencializados pelo aquecimento global.

Desse jeito, por essa mesma razão é necessário existir uma ação conjunta e boa vontade dos governos para que uma tragédia climática como esta, possa ser mais bem monitorada e para que planos da Defesa Civil sejam colocados em prática rapidamente e de maneira eficiente.

Alertas para aumento dos níveis de lagos e rios

Cabe ressaltar, que o nível do Lago Guaíba voltou a subir nesta segunda (13) e corre o risco de ultrapassar novamente 5 metros.

Isso porque tem muita água acumulada das chuvas dos dias anteriores, que vão escoar para o Guaíba, podendo fazer aumentar os níveis de lagos e rios da região.

Com isso, o Centro de Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu alerta no último domingo (12) para esse risco de elevação do nível do Lago Guaíba.

Doação para o Rio Grande do Sul 

Com esse desastre ainda sem previsão de acabar, precisamos unir forças para ajudar nossos irmãos.

Então, se você quiser e puder fazer uma doação para o Rio Grande do Sul, lembre-se que os itens mais importantes nesse momento, são:

  • Água potável;
  • Material de higiene;
  • Alimentos;
  • Roupas íntimas;
  • Ração para pet.

Veja também: Rio Grande do Sul em Estado de Alerta: Novas enchentes podem assolar o estado. Entenda!

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com

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