Amostras coletadas do asteroide Bennu pela NASA reforçam hipótese da Panspermia

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Nesta quarta (11), a NASA revelou imagens das amostras coletadas do asteroide Bennu pela missão OSIRIS-Rex.

E os elementos identificados nas amostras dessa rocha  podem reforçar a hipótese da panspermia, que diz que a vida na Terra teria surgido graças a moléculas orgânicas precursoras da vida trazidas por objetos cósmicos que teriam se chocado com a Terra primitiva. 

A Missão OSIRIS-REx

A missão OSIRIS-Rex para coletar amostras do asteroide Bennu foi lançada em 2016, a bordo do foguete Atlas V, direto  de Cabo Canaveral, na Flórida.

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A sonda levou dois anos (até 2018) para chegar até a rocha de 525 metros e depois passou mais dois anos (até 2020) estudando a superfície do objeto.

Então, em 2021, a sonda da NASA coletou fragmentos do asteroide Bennu, que ficaram armazenados em uma cápsula.

E no último dia 24 de setembro, a espaçonave da OSIRIS REx  lançou a cápsula na órbita do nosso planeta, após 7 anos de missão e cerca de 2 Bilhões de quilômetros percorridos.

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Vale destacar que esta foi a primeira vez que a NASA conseguiu trazer de volta para a Terra uma amostra de um asteroide.

NASA encontra Carbono e Água nas amostras do Asteróide

Coletor de amostras da Missão OSIRIS REx com os fragmentos no centro à direita (Foto: NASA)

Após entrar em contato com os fragmentos do asteroide e realizar as primeiras análises, os cientistas encontraram indícios de água e um grande teor de carbono nas amostras.

E essas evidências serão importantes para que os pesquisadores possam entender como pode ter surgido a vida na Terra primitiva.

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Dessa maneira, a descoberta de água e carbono nos fragmentos da rocha espacial reforçam a hipótese da panspermia, que moléculas orgânicas precursoras da vida ou formas de vida primitiva colonizaram a Terra a bordo de  objetos cósmicos.

A amostra do asteroide será analisada e estudada por diversos pesquisadores do mundo

De acordo com a Nasa, até o final de 2025, 25% do conteúdo da amostra do asteroide Bennu será analisada.

Por outro lado, os outros 75% dos fragmentos do asteroide serão armazenados e posteriormente distribuídos para cerca de 200 cientistas de diferentes institutos pelo mundo.

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Leandro Sinis, além de ser o CEO do Biologia Digital, traz consigo uma bagagem valiosa como biólogo e divulgador científico, graduado pela renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua paixão pela ciência e pelo compartilhamento do conhecimento o impulsiona a liderar esta plataforma com dedicação e expertise. Para entrar em contato com Leandro, envie um e-mail para: leandrocarsi89@gmail.com